© Letícia Spinardi

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FIB - Adote essa filosofia!

10/08/2015

Era uma vez um pequeno país que mudou o mundo....

 

Butão. Um país budista localizado nas encostas do Himalaia que abriga cerca de 650 mil habitantes numa área semelhante à do estado do Rio de Janeiro e tem 63% da população analfabeta. Escondidos nas sombras, eles é que estão ditando ao mundo e aos grandes líderes da economia mundial aquele que pode se tornar o novo medidor econômico de um país: o FIB.

 

Segundo o modelo criado pelo rei Jigme Singye Wangchuk, o conceito de FIB – Felicidade Interna Bruta propõe que o desenvolvimento de uma sociedade se dá quando o desenvolvimento espiritual e material acontecem lado a lado, substituindo o tradicional índice PIB – Produto Interno Bruto, que mede o nível de crescimento de um país baseado apenas no valor de toda sua produção de bens e serviços comercializados. Uma mudança e tanto para um planeta que durante muito tempo teve suas práticas comerciais e mercadológicas baseadas no lucro e crescimento a qualquer preço.

 

Agora imagine transpor essa realidade – sim, no Butão é uma realidade ativa! – para o universo corporativo. Se com os avanços tecnológicos imaginou-se que o homem trabalharia menos, dispondo de mais tempo para o lazer, família e entretenimento, hoje sabemos que ocorreu o inverso. O ser humano está trabalhando cada vez mais, muitas vezes anulando vida pessoal em detrimento de suas atividades profissionais e, consequentemente, ficando mais estressado. A tecnologia nos mantêm plugados 24 horas por dia, o que faz com que o trabalho transceda as barreiras do tempo e do espaço. Todo esse movimento gera colaboradores estressados e insatisfeitos, o que leva a produtividade embora junto com a felicidade. Sabemos que um funcionário feliz produz mais e melhor, o que gera vantagens para ele e para a empresa. Mas assim como os países, a grande preocupação das empresas ao analisar resultados ainda é ver o “lucro” gerado no ciclo produtivo, o que pode ser uma grande armadilha.

 

Logo, por que não tentar adaptar o FIB também para o mundo corporativo? Quando pensamos na transposição desse conceito para o mundo empresarial podemos associar estratégias capazes de despertar a prática do índice com o objetivo de otimizar os resultados e o desempenho da organização como um todo. Mas essa nova estrutura dependerá do engajamento e adaptação das empresas para que o índice possa de fato surtir efeito.

 

O mercado apresenta uma grande movimentação no sentido de repensar os processos “humanos”, posicionando finalmente o homem como peça-chave para o sucesso coletivo. Nesse sentido, o FIB pode tornar-se um grande diferencial para as empresas que souberem captar a essência de seu conceito durante o momento de convergência que vivenciam no mercado contemporâneo, pois estarão à frente de muitas outras que no futuro precisarão se adequar à tendência. Por trás da aparência utópica do conceito, existe uma ferramenta potencial e de extrema importância para o desenvolvimento das empresas. O caminho está plenamente aberto e não há melhor momento para colocar a comunicação social como uma grande parceira para implantação do FIB, deixando de ser vista como um acessório descartável aos primeiros sinais de crise para tornar-se um aliado para o futuro da organização. Lembre-se que esse é um investimento de alto valor, e não mais uma despesa qualquer.

 

“Quem sabe faz a hora”, já dizia a canção. E a hora é agora! Vivemos um tempo em que futuro e presente se fundem e é preciso estar preparado, sempre à frente de seu tempo. Na guerra da globalização, aqueles que colocarem seus diferenciais à disposição do público é que obterão o sucesso. Não por necessidade, mas por merecimento. A grande pergunta então, ao contrário do que pensamos, deixa de ser “O quanto você está disposto a se destacar?” para tornar-se “Por quanto tempo você está disposto a se destacar?”. Pense sobre o que é mais importante para sua empresa: o lucro imediato ou o lucro consequente de uma equipe produtiva e satisfeita no longo prazo e por tempo indeterminado? De repente o FIB pode ser o seu primeiro passo rumo ao futuro...

 

Eu fiquei tão apaixonada pelo FIB quando o descobri que se tornou o tema do meu TCC de pós graduação em 2009 e sigo diariamente querendo aprender mais e mais, buscando aplicá-lo na realidade corporativa a cada oportunidade. Então ainda vamos falar mais sobre isso nos próximos artigos por aqui ;)

 

E você, já conhecia o tema? Acredita que é viável? Compartilhe sua opinião e vamos discutir a respeito!

 

 

 

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