Como anda sua produtividade?

Quantas vezes você chegou ao final de um dia turbulento com a sensação de que não conseguiu entregar nada de valor? Fique calmo, você não está sozinho nessa...Vem ler esse artigo e contribuir com a reflexão!


A produtividade tem se tornado uma preocupação cada dia mais recorrente na pauta corporativa de qualquer profissional, seja ele um colaborador ou empreendedor. E é muito bom saber que essa reflexão está crescendo, pois ela tem uma importância muito maior do que imaginamos...

Mais do que uma preocupação com o andamento dos negócios, a nossa produtividade gera uma cadeia de reflexos que impacta no PIB do país. 

Neste gráfico a @Statista divulgou números da OCDE que revelam os países em que a hora média de trabalho mais contribui para o PIB. E apesar do Brasil figurar como a 9a maior economia do mundo (FMI), não estamos nem perto de ser os mais produtivos... 



(Dá uma olhadinha aqui também pra entender mais sobre o nosso PIB >> PIB Brasil)


De acordo com uma matéria publicada pela BBC, a média de produtividade por hora por trabalhador nos países da OCDE é de cerca de US$ 50 (R$ 200). Dentre os mercados analisados, o Chile está em último, com cerca de US$ 29 (R$ 116). A Irlanda vem no topo, com pouco mais de US$ 102 (R$ 408).


Por não fazer parte da organização, o Brasil não está incluído nesta média produtiva. Uma outra comparação feita pela própria OCDE sugere, no entanto, que o país ainda pode melhorar bastante sua geração de riqueza em relação ao mundo.

Sem levar em conta a economia informal do país, a estimativa feita há dois anos aponta que cada trabalhador brasileiro produz por ano menos de 20% da riqueza gerada no mesmo período por um trabalhador médio da OCDE.

Triste de ler, não é? Enquanto muitos olham para as grandes economias e não entendem como temos tantos problemas econômicos no Brasil, pouca atenção é dada para a produtividade.... Temos uma economia volumosa, mas também uma população volumosa, o que reduz nosso PIB per capita.


Se o PIB crescer no mesmo ritmo de 2018 (1,1%), a produtividade brasileira em 2019 deve permanecer estagnada ou até cair, prevê a economista Silvia Matos, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). “Quando o Brasil conseguiu crescimento mais elevado, em meados dos anos 2000, metade do crescimento foi decorrente do aumento da produtividade, com uso de capital e trabalho de maneira mais eficiente”, diz ela.



Não, o problema não está nas horas trabalhadas...


Não se trata de horas trabalhadas, mas sim do que fazemos com essas horas e quanto valor entregamos.

Ao mesmo tempo que no Brasil já se trabalha quase tanto quanto nos países ricos, a qualidade desse trabalho e as estruturas de produção disponíveis ainda podem melhorar muito, com investimentos em educação, pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e logística.

As informações do professor José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP, dizem que em termos de riqueza, o Brasil produz em uma hora o equivalente a US$ 16,75, valor que corresponde apenas a 25% do que é produzido nos EUA (US$ 67). Comparado a outros países, como Noruega (US$ 75), Luxemburgo (US$ 73) e Suíça (US$ 70), o desempenho do país é ainda pior. As informações são do professor José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP.


Um estudo da consultoria McKinsey aponta que a produtividade do trabalhador brasileiro cresceu, em média, 1,3% de 1990 a 2018. A do chinês teve avanço de 8,8%, a do indiano de 5% e a do chileno de 3%. O trabalhador local produz menos de US$ 15 por hora trabalhada desde os anos 90. Os chineses começaram a década de 90 produzindo US$ 2 por hora e chegaram perto dos US$ 15 no ano passado.


Ou seja, o trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão ou coreano em 20 minutos. Isso significa que a produtividade do Brasil é baixa, mas não quer dizer que o brasileiro seja preguiçoso ou inapto.

Há atrasos na formação e na infraestrutura das empresas, o que afeta os resultados. Além disso, temos deficiência logística, excesso de burocracia e sistema tributário ruim.

Agora pensa em como fica essa bagunça toda quando você entende o nó entre a economia caótica, a baixa produtividade, altos impostos, infraestrutura ruim, educação deficitária, inflação e uma das maiores economias do mundo.

O resumo é simples: estamos rasgando dinheiro e jogando no lixo. Nós e o nosso governo.

Porque sim, também temos parte dessa responsabilidade a partir do momento em que é possível transformar a lógica dentro de nossas organizações.


Se a chave para o crescimento econômico está na produtividade e a produtividade só pode crescer com a evolução profissional, qual o sentido de reduzir investimentos em educação e desenvolvimento, Governo querido?


E por que você ainda não criou um programa de capacitação e desenvolvimento profissional para o seu time ao invés de reclamar que sua equipe não gera resultados, empreendedor?

Quem empreende no Brasil entende esse desafio e sabe o quanto precisamos atuar ativamente para transformar essa realidade. Mas essa missão não é sobre criar programas e discursos lindos. É sobre fazer acontecer de verdade...



Então chega de blá blá blá. Sejamos práticos!


"Nas próximas décadas, o crescimento global será afetado pelo envelhecimento da população. Mais do que nunca, a produtividade será o principal motor para o crescimento e a prosperidade futuros", diz o vice-diretor para Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da OCDE, Mark Pearson, à BBC Brasil.


Então se você ainda não se ligou para o tema 'PRODUTIVIDADE', favor prestar atenção:

Produtividade é o resultado daquilo que é produtivo, ou seja, do que se produz, do que é rentável. É a relação entre os meios, recursos utilizados e a produção final. É o resultado da capacidade de produzir, de gerar um produto, fruto do trabalho, associado à técnica e ao capital empregado. Produtividade é a expressão da eficiência de qualquer negócio.

Essa palavrinha mágica basicamente diz respeito sobre como produzimos nas horas que temos, e não quantas horas produzimos. Você pode trabalhar 1 hora por dia e ser absurdamente mais produtivo do que alguém que trabalha 6 horas, por exemplo.


O grande problema é que hoje ainda passamos tempos demais discutindo como fazer do que fazendo. Mas não é aquela discussão positiva que cria alternativas a favor de soluções assertivas e gera economia futura. Não.


Infelizmente em boa parte da população o brasileiro ainda sofre pela falta de conhecimento e capacitação simples para executar processos básicos. Nos perdemos por horas tentando encontrar o caminho ao invés de andar por ele rumo à solução.


Temos tecnologia disponível, temos conhecimento. Mas falta, em muitos casos, o princípio básico da ação. Passamos tempo demais esperando por 'n' questões ao invés de fazer acontecer. Somos ainda uma população cautelosa demais, refém do medo e de aspectos culturais que dificultam a evolução produtiva. A hierarquia, a burocracia e a egomania são barreiras que atrasam todos os dias o crescimento brasileiro.


Mas tem solução sim! E elas são tão simples e básicas que dá até vergonha pensar que ainda não foram colocadas em prática. E a maior parte do problema está centrado justamente na comodidade em que nos encontramos de forma tão tristemente natural. É a tal da "zona de conforto". O que é mais fácil: continuar fazer como você sempre fez ou criar uma rotina totalmente nova?


Sabe aquele ditado "como você pode esperar novos resultados se continua fazendo as mesmas coisas"? Então... Imagine que ele é a reflexão mais pura sobre como ativar a produtividade.


Temos tanta informação e tanta tecnologia disponível e usamos tão pouco esses recursos. E ainda achamos mais fácil dizer que o excesso deles é que atrapalha o processo de escolha para saber qual o melhor caminho, travando a evolução e permanecendo no mesmo lugar por medo de tomar uma decisão. Não seria o mesmo tempo perdido entre tentar fazer e perceber que a outra solução era melhor do que não fazer nada e continuar com o mesmo resultado?


Outras vezes o problema é ainda mais simples: falta de organização e planejamento. Quantas vezes você já observou pessoas que se comprometem com inúmeras tarefas e depois não conseguem cumprir todas elas porque não se organizou para tal?


Parece tão simplista. Mas é uma dor comum à todos! Porque a mudança, em todas as suas formas, assusta.

Nosso papel como empreendedores e geração responsável por transformar os novos modelos que fazem parte da configuração para o futuro é a de nos tornarmos ativadores dessa mudança cultura e até mesmo emocional dentro das empresas.

A mudança, assim como qualquer processo emocional, deve começar de dentro pra fora. Culpar o governo e não fazer nada não resolve. Mas se mudarmos a realidade dentro das empresas, esse movimento ganha força e cria uma pressão natural de transformação política e social. E o reflexo se torna mais simples e natural.


Há ainda questões culturais a serem transformadas. Quando o assunto é o tempo gasto em internet e em redes sociais, o gráfico da produtividade se inverte:




O Brasil é o quatro país do mundo a passar mais tempo por dia na redes o segundo com mais tempo nas redes sociais. Logo, será que parte da nossa produtividade não se perde com quebras diárias de acesso à web e aos perfis sociais? O tempo de retomada de um processo produtivo complexo quando há quebra de concentração é enorme...


Se levarmos em conta ainda os aspectos emocionais e pessoais que a baixa produtividade gera, temos problemas ainda maiores para resolver... Você sabia que mais de 80% não identificam um real significado (algo que represente um valor maior) no trabalho que realizam? Isso pode gerar automaticamente apatia, desânimo e desmotivação, redução da auto-estima e do sentimento de capacidade própria e queda de energia. Como reflexo: produtividade ainda menor...


Percebe quantos detalhes a produtividade envolve e como precisamos olhar para ela com mais atenção?


O Brasil tem um potencial gigantesco de crescimento. Mas ainda passamos tempo demais discutindo o que é certo ou errado, melhor ou pior, e agimos pouco.

É hora de falar menos e fazer mais, de liderar pelo exemplo e de conquistar o que está logo ali, só esperando pela nossa capacidade de agir.

Vamos evoluir juntos?


O primeiro passo para começar esse movimento de mudança dentro das empresas é iniciado com um movimento ainda menor, mas de efeito grandioso: em nós mesmos!


Pensando nisso, quero te convidar a participar desse processo comigo de duas formas:

  1. Compartilhe dicas, dúvidas, opiniões sobre produtividade aqui no artigo para enriquecermos juntos a nossa discussão;

  2. Nos próximos dias vou compartilhar uma lista de apps que eu utilizo e ajudam muito a melhorar a minha organização e produtividade. O que você gostaria de ver nessa lista?

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© Letícia Spinardi

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